Já me habituei aos “rodriguinhos” típicos de Portugal…. Principalmente daqueles que protegidos por uma máquina de propaganda, tudo dizem e acham poder calar.
Catroga utilizou a expressão “pentelhos” para explicar que se discutiam coisas mínimas ou de pouca importância (significado disponível no dicionário para pentelho). A crítica foi direccionada a jornalistas e políticos, numa altura de campanha eleitoral, igual a tantas outras, em que se discutem pormenores ridículos sem valor para a vida politica e social do país. Ainda há quem o negue????
Esta expressão, surge quando pessoas aborrecidas e irritantes (significado disponível no dicionário para pentelho) enchem os partidos políticos e promovem uma campanha baseada na simples oposição das ideias dos outros e na discussão de temas redutores e desinteressantes.
Este tipo de campanha seria típico (alguns dirão normal) em muitas fases da história da nossa jovem democracia, mas exercê-la quando todos os esforços políticos são exigidos devido a um estado de insolvência apenas possível de impedir por uma meio de “ajuda” externa, é de uma irresponsabilidade que deveria indignar qualquer português, em especial aqueles que exercem funções como jornalistas.
Discutir “pentelhos” é pois a expressão correcta para campanhas baseadas em exemplos como:
- criticar outros por baixar um imposto que nos comprometemos a baixar;
- propor uma reestruturação de dívida sem explicar do que se trata e quais as consequências diretas de o fazer;
- fazer campanha contra a ajuda externa, sem explicar que no fim do mês, aqueles que se representa não teriam ordenado
Entre muitos outros….
Tudo isto se vai passando, pentelho a pentelho, com a passividade de uma comunicação social incrivelmente incompetente para exercer as suas funções, que se deixa levar por esta estratégia politica que os parece enebriar a cada entrevista e debate politico.
Deixámos de ter Fátima, Futebol e Fado, temos agora debates políticos vazios e ocos que têm a mesma função….Entreter a massa para não pensar muito.
Faltar ao respeito à inteligência dos outros é uma habilidade que prova a inexistência desta mesma faculdade e uma desonestidade intelectual que infelizmente deveria ofender muito mais do que o faz.
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