17 outubro, 2011
16 setembro, 2011
Novo acordo ortográfico
Nós portugueses, levamos a língua demasiado a sério.... não me interpretem mal, eu gosto de (pelo menos tentar) escrever correctamente, mas a experiência que tive com Ingleses e Americanos a propósito da língua inglesa, fez-me rever a forma como encaro a minha própria língua.
As alterações do " novo" acordo ortográfico têm vindo a levantar muitas criticas por parte dos portugueses. O argumento patriota da defesa da "nossa" língua e dos "nossos" valores culturais é o mais frequente, mas também o mais infeliz.
Se é a nossa língua e o nosso valor cultural, devemos começar por questionar o que pensamos da ideia de países como o Brasil passarem a ter a sua própria língua, falariam brasileiro e seguiriam as regras da "sua" língua. Quem defende a "nossa" língua e o "nosso" valor cultural, poderá ter assim o seu argumento justificado, defendendo a separação da língua portuguesa falada no Brasil.
Se a língua é um valor cultural, ele é também dinâmico. Evolui, altera-se com o tempo, molda-se e é moldado.
Defender a língua como um valor cultural imutável, obriga à defesa da escrita do Português como definido (pelo menos) no acordo ortográfico "simplificado" de 1911, e quem o defende não o faz com escrita de 1911.
Sendo mais extremista, quem defende a língua portuguesa como valor cultural imutável, deveria por principio reconhecer que este acordo tem na sua base a verdadeira origem da língua portuguesa: procura a aproximação da escrita à fonética em vez de defender a aproximação da escrita à etimilogia, que resultou durante séculos no afastamento das pessoas da escrita, criando separações sociais que ainda hoje têm efeitos na forma como satirizamos os erros de ortografia.
Finalmente.... Para que serve a língua portuguesa?
Portugal é, na minha opinião, uma nação que por razões culturais e históricas, sempre compreendeu o significado e a importância de comunicar, de se fazer compreender.
As nossas mãos acompanham o que dizemos, talvez porque tantas vezes foi a única forma de nos fazermos compreender pelo mundo fora.
Hoje quando recebemos pessoas de todo o mundo, procuramos falar a sua língua, criando "portunhóis" e "italianhóis" que estranhamente facilitam o nosso contacto.
Escritores portugueses, que tantas vezes utilizamos como embaixadores da língua portuguesa, criaram palavras e desafiaram a gramática construindo textos que hoje nos deliciam e palavras que acabaram por entrar na escrita do nosso dia a dia.
A língua portuguesa, como todas as outras serve para comunicar, não é um fim em si mesma e se eu voltasse a falar como os soldados romanos ninguém me compreenderia.
O "novo" acordo ortográfico não é perfeito, como nunca o poderia ser pelo simples facto de reunir regras para o Português de tantos países, não é no entanto um "ditador", nem proscreve quem o não adoptar da sua nacionalidade.
Não é perfeito para portugueses que com 10 milhões de habitantes se sentem "donos" de uma língua nativa de 236 milhões, e sentem que uma consoante os pode definir ou diferenciar .
Não é perfeita para brasileiros, que continuam a não ter uma língua "brasileira" e para a escrever correctamente têm que empregar tantas regras que não fazem qualquer sentido na sua fonética
Não será, com certeza, perfeito para os restantes PALOP, que embora mais próximos do Português falado em Portugal, têm que adoptar todas estas regras a muitas palavras que nem compreendemos....mas que são também Português.
A perfeição do acordo ortográfico está em reunir 8 países de todo o mundo na defesa da nossa língua e não na dos portugueses.... está na demonstração natural e cultural que existe entre PALOP, de se aproximarem apesar das distâncias que os unem... está na capacidade da língua moldar-nos e deixar-se moldar pela diversidade que nos caracteriza e nos distingue tão bem de outros falantes.
As alterações do " novo" acordo ortográfico têm vindo a levantar muitas criticas por parte dos portugueses. O argumento patriota da defesa da "nossa" língua e dos "nossos" valores culturais é o mais frequente, mas também o mais infeliz.
Se é a nossa língua e o nosso valor cultural, devemos começar por questionar o que pensamos da ideia de países como o Brasil passarem a ter a sua própria língua, falariam brasileiro e seguiriam as regras da "sua" língua. Quem defende a "nossa" língua e o "nosso" valor cultural, poderá ter assim o seu argumento justificado, defendendo a separação da língua portuguesa falada no Brasil.
Se a língua é um valor cultural, ele é também dinâmico. Evolui, altera-se com o tempo, molda-se e é moldado.
Defender a língua como um valor cultural imutável, obriga à defesa da escrita do Português como definido (pelo menos) no acordo ortográfico "simplificado" de 1911, e quem o defende não o faz com escrita de 1911.
Sendo mais extremista, quem defende a língua portuguesa como valor cultural imutável, deveria por principio reconhecer que este acordo tem na sua base a verdadeira origem da língua portuguesa: procura a aproximação da escrita à fonética em vez de defender a aproximação da escrita à etimilogia, que resultou durante séculos no afastamento das pessoas da escrita, criando separações sociais que ainda hoje têm efeitos na forma como satirizamos os erros de ortografia.
Finalmente.... Para que serve a língua portuguesa?
Portugal é, na minha opinião, uma nação que por razões culturais e históricas, sempre compreendeu o significado e a importância de comunicar, de se fazer compreender.
As nossas mãos acompanham o que dizemos, talvez porque tantas vezes foi a única forma de nos fazermos compreender pelo mundo fora.
Hoje quando recebemos pessoas de todo o mundo, procuramos falar a sua língua, criando "portunhóis" e "italianhóis" que estranhamente facilitam o nosso contacto.
Escritores portugueses, que tantas vezes utilizamos como embaixadores da língua portuguesa, criaram palavras e desafiaram a gramática construindo textos que hoje nos deliciam e palavras que acabaram por entrar na escrita do nosso dia a dia.
A língua portuguesa, como todas as outras serve para comunicar, não é um fim em si mesma e se eu voltasse a falar como os soldados romanos ninguém me compreenderia.
O "novo" acordo ortográfico não é perfeito, como nunca o poderia ser pelo simples facto de reunir regras para o Português de tantos países, não é no entanto um "ditador", nem proscreve quem o não adoptar da sua nacionalidade.
Não é perfeito para portugueses que com 10 milhões de habitantes se sentem "donos" de uma língua nativa de 236 milhões, e sentem que uma consoante os pode definir ou diferenciar .
Não é perfeita para brasileiros, que continuam a não ter uma língua "brasileira" e para a escrever correctamente têm que empregar tantas regras que não fazem qualquer sentido na sua fonética
Não será, com certeza, perfeito para os restantes PALOP, que embora mais próximos do Português falado em Portugal, têm que adoptar todas estas regras a muitas palavras que nem compreendemos....mas que são também Português.
A perfeição do acordo ortográfico está em reunir 8 países de todo o mundo na defesa da nossa língua e não na dos portugueses.... está na demonstração natural e cultural que existe entre PALOP, de se aproximarem apesar das distâncias que os unem... está na capacidade da língua moldar-nos e deixar-se moldar pela diversidade que nos caracteriza e nos distingue tão bem de outros falantes.
29 julho, 2011
A palavra é proscritor
Não consigo evitar... é mais forte que eu.... cada vez que me debruço sobre opiniões de Marinho Pinto, só me vem uma expressão à cabeça... "Só mesmo à chapada!!!"
Até aqui tudo bem.... compreendo... mas como em todas as questões legais, faltam as "letrinhas pequenas" da opinião do Sr Marinho....
Os mesmo nunca mais deviam poder voltar a inscrever-se na Ordem... ao contrário do que diz a Lei e a Constituição.
Sr. Marinho, isso deve andar mau de trabalho não??? Aproveite a oportunidade e veja se alguns dos 13 estagiários precisam dos seus serviços. Da minha parte, lamento mas de proscritores quero é distância.
Opinião do dia de Marinho Pinto na comunicação social
Estagiários que copiaram no exame deviam ser expulsos da ordem dos Advogados!!!!!Até aqui tudo bem.... compreendo... mas como em todas as questões legais, faltam as "letrinhas pequenas" da opinião do Sr Marinho....
Os mesmo nunca mais deviam poder voltar a inscrever-se na Ordem... ao contrário do que diz a Lei e a Constituição.
Sr. Marinho, isso deve andar mau de trabalho não??? Aproveite a oportunidade e veja se alguns dos 13 estagiários precisam dos seus serviços. Da minha parte, lamento mas de proscritores quero é distância.
14 julho, 2011
Como hei-de dizer??
Este estilo agrada-me particularmente...
13 julho, 2011
10 julho, 2011
08 julho, 2011
Was Moody's paid to give a better rating?????
Câmara de Sintra suspende contrato com Moodys depois da baixa de hoje do seu rating. (ver noticia)
No comunicado pode ler-se:
"“Entende este município que a relação estabelecida com a Moody's ao longo dos últimos sete anos deixa de se justificar, dado que os benefícios daí resultantes passaram a ser inferiores aos encargos anuais suportados, constatando que tem vindo a sofrer uma degradação injustificável da sua classificação de rating”
No comunicado pode ler-se:
"“Entende este município que a relação estabelecida com a Moody's ao longo dos últimos sete anos deixa de se justificar, dado que os benefícios daí resultantes passaram a ser inferiores aos encargos anuais suportados, constatando que tem vindo a sofrer uma degradação injustificável da sua classificação de rating”
06 julho, 2011
28 junho, 2011
Quando foi que crescemos.....
Quando foi que crescemos....
e todos os problemas
passaram a ser diferentes...
mais difíceis ou sem solução,
sentidos como dores no peito
e na palma da nossa mão.
Dedicado a alguém que vai ultrapassar os obstáculos que tem pela frente... como sempre....
e todos os problemas
passaram a ser diferentes...
mais difíceis ou sem solução,
sentidos como dores no peito
e na palma da nossa mão.
Dedicado a alguém que vai ultrapassar os obstáculos que tem pela frente... como sempre....
23 junho, 2011
A língua Portuguesa
Gostava que, pelo menos 1% de quem crítica o "Novo" Acordo Ortográfico, tivesse a preocupação de escrever corretamente o antigo......
"A gramática é a arte de arredar as dificuldades
de uma língua;
mas é preciso que a alavanca não
seja mais pesada do que o fardo."
Antoine Rivarol
22 junho, 2011
Liderança
"O primeiro método para estimar a inteligência de um governante é olhar para os homens que tem à sua volta." Maquiavel
"Womanização" da politica em tempos de crise
Não interessa o dia ou o mês... 2011 anos depois do início do calendário da nossa civilização, 118 anos após o primeiro sufrágio feminino, 36 anos depois das portuguesas poderem livremente votar, foi eleita a primeira mulher para o cargo de Presidente da Assembleia da República.
Lá em baixo, liderando a bancada do segundo maior partido da oposição ao Governo, encontrava-se uma outra mulher ex-ministra para a Igualdade.
Muitos comentários na rede felicitavam esta eleição, referiam que o faziam, não por ser uma mulher, mas por ser competente e merecedora. Enquanto estes comentários surgiam, um deputado (homem) felicitava a sua nova Presidente com uma gracinha... chamando-a Presidenta... cada um retire agora a sua conclusão...mas se for homem, pense pelo menos duas vezes antes de o fazer.
Foto: Congresso feminista e de educação em Lisboa- 1928
20 junho, 2011
Acordo Ortográfico como se tivesse 5 anos...5/6
Acentuação Gráfica
Alterações ocorrem em poucos casos, simples e particulares.
A acentuação exprime como as palavras são faladas, pelo que se priveligiou a dupla acentuação na língua Portuguesa, que diferencia como se diz em Portugal e no Brasil e origina alterações com efeitos pouco significativos em Portugal.
Exemplo sem alteração:
cómodo /cômodo;
fenómeno/fenômeno;
fémur/fêmur;
ténis/tênis;
bebé/bebê;
génio/gênio;
Alterações:
Supressão:
- Verbos e terminações verbais acabados em êem - deem, leem, veem, / releem, reveem
- Palavras graves com ditongo tónico ói - heroico, paranoico, espermatozoide, asteroide
- Pára (Verbo Parar)- O comboio para à tarde para arrefecer
- Péla (s) (Verbo Pelar)- Ela pela a fruta pela primeira vez
- Polo (s) (substantivo pólo), Pera e Pero* (substantivo pêra/pêro)
Separadores Acordo Ortográfico
6/6- Consoantes mudas- Brevemente
15 junho, 2011
10 junho, 2011
Não se desmantela o todo, retirando-lhe o nada
Jornais de todo o mundo lançaram a noticia da prisão de 3 membros da Anonymous em Espanha.
Os titulos distribuem-se entre a destruição de uma cúpula de líderes ao desmantelamento da organização Anonymous...
Quem escreve isto, não sabe o que diz, nem se terá dado ao trabalho de aprofundar o tema...
A Anonymous é uma legião, no sentido de uma multidão ou colectivo de anónimos e não no sentido romano de um conjunto de soldados que responde a ordens militares.
Os seus "membros" actuam sobre o anonimato e por força das suas caracteristicas "hacktivistas" não precisam sequer de se conhecer e contactar para se organizar. Não são necessárias reuniões, as "ordens" são a própria informação que percorre a rede....
Alguns poderão estar mais organizados a partir de grupos com interesses comuns, e ter assim, por trás de um nome anon, os seus nomes próprios ou inumeras outras identidades.
Prender três anons não é desmantelar a Anonymous, é acordar um "monstro", que irá provar já dentro de algumas horas que é impossivel desmantelar uma organização com milhares de elementos invisíveis, que não se movem por hierarquias com ordens ou em vulgares estruturas sociais, mas pelos ideais da liberdade de expressão e de informação na internet, que são hoje impossiveis de calar no mundo globalizado.
A Anonymous somos todos nós, que no maior ou menor anonimato da nossa presença na rede, damos a nossa opinião e defendemos causas, fazendo uso das ferramentas que dispomos e dos conhecimentos que temos, o Anon sozinho é nada...
"do not make the mistake of challenging Anonymous.
Do not make the mistake of believing you can behead a headless snake.
If you slice off one head of Hydra, ten more heads will grow in its place.
If you cut down one Anon, ten more will join us purely out of anger at your trampling of dissent."
Mais informação:
O que é :
Excerto de artigo de Rui Cruz disponível em Tecnologia.com
Mas afinal, quem são os Anonymous?
Anonymous são um grupo sem números exactos, sem poder e sem lideres. Em teoria, todas as pessoas que queiram praticar um acto, de qualquer natureza, podem usar o nome de Anonymous.
Começaram a ser notados quando há três anos a televisão FOX publicou uma extensa entrevista sobre Anonymous. Deste então, e até hoje, vagueiam pela Internet e pelas redes de IRC.
A atitude mais notável dos anónimos nos últimos tempos tem sido a de suporte em massa e em tecnologia para Julian Assange e a Wikileaks, servindo de uma forma não formal os interesses de ambos.
Estarei seguro contra estes ataques todos?
Sim. No geral o utilizador comum não se apercebe de nada. Se tem interesse, a Internet é vasta, e o Google é um excelente amigo da liberdade de informação.
Este grupo demonstra o poder da Internet, e como um grupo de cibernautas é poderoso quando decide apoiar uma causa.
Este grupo demonstra o poder da Internet, e como um grupo de cibernautas é poderoso quando decide apoiar uma causa.
03 junho, 2011
A democracia nesta terra Lusa
Dourar a pilula é dizer que o chefe de redação apenas dourou a pilula com a alteração que fez.....
Frase escrita pelo Jornalista da Lusa:
Frase escrita pelo Jornalista da Lusa:
"Os responsáveis da troika consideraram que o PEC 4 não era suficientemente profundo em reformas estruturais para lidar com a crise, uma vez que se concentrava apenas nas medidas fiscais"
Frase publicada e alterada pelo Chefe de Redação da Lusa:
"A troika considerou que o PEC 4, que o Governo apresentou em Março e foi chumbado no Parlamento pela oposição, ‘era um bom ponto de partida’, disse Jürgen Kröger"
Altera o sentido, escreve mal, coloca palavras na boca de outro "opostas " ao sentido do que disse e ainda lhe dá uma pitada de sentido pró-socretino....
28 maio, 2011
Acordo Ortográfico como se tivesse 5 anos...4/6
O Uso do Hífen
Nota: Em caso de dúvida, a maioria dos especialistas recomenda não se usar hífen.
O acordo ortográfico, vem clarifiar algumas ambiguidades. Uma delas, já quase esquecida, devido aos corretores ortográficos dos nossos computadores é que o hífen deverá ser duplicado quando uma palavra hifenizada for separada entre linhas.
Regras clarificadas:
Não usar hífen:
- No Presente do Indicativo do verbo haver - Há de, hás de, hão de
- No encontro de uma vogal com R ou S - Dobra as consoantes
anti – religioso = antirreligioso micro - sistema = microssistema
-No encontro de duas vogais diferentes- aero-espacial = aeroespacial
Usar hífen:
- Se o 2º elemento começa por H - Anti-higiénico
- Quando o 1º elemento é um dos seguinstes 8: Ex-, sota- soto- vice- vizo-,pós-, pré-, pró-
Pró-africano, Pré-ocupação
Nota: Em caso de dúvida, a maioria dos especialistas recomenda não se usar hífen.
O acordo ortográfico, vem clarifiar algumas ambiguidades. Uma delas, já quase esquecida, devido aos corretores ortográficos dos nossos computadores é que o hífen deverá ser duplicado quando uma palavra hifenizada for separada entre linhas.
Regras clarificadas:
Não usar hífen:
- No Presente do Indicativo do verbo haver - Há de, hás de, hão de
- No encontro de uma vogal com R ou S - Dobra as consoantes
anti – religioso = antirreligioso micro - sistema = microssistema
-No encontro de duas vogais diferentes- aero-espacial = aeroespacial
Usar hífen:
- Se o 2º elemento começa por H - Anti-higiénico
- No encontro de duas vogais ou consoantes iguais Contra-almirante, Hiper-resistente
- Quando M se encontra com M, N ou vogal - Circum-murado- Quando o 1º elemento é um dos seguinstes 8: Ex-, sota- soto- vice- vizo-,pós-, pré-, pró-
Pró-africano, Pré-ocupação
Separadores Acordo Ortográfico
5/5- Acentuação gráfica (Brevemente)
6/6- Consoantes mudas
Cartilha política do povo
Hoje tropecei nesta verdadeira pérola... enquanto desfolhava as páginas tentei imaginar o que terá sentido quem as escreveu... e a falta que fazia uma nova publicação igualmente simples, clara e descomprometida....
"Sempre ao Povo se deve a verdade;
Não o enganem, não alucinem, não o explorem;
Eduquem-no,
mas não o pervertam"
Joaquim Manso
24 maio, 2011
Medidas da Troika
Partindo do pressuposto que não há governo que agrade a todos,e não se podem tomar apenas medidas que nos agradam (já sabemos onde isso nos leva)...não percebo porque sou a única que acha que o memorando da Troika parece um resumo do que os Portugueses pedem que seja feito há anos?
.
.
Um grande erro de casting...
O povo diz que pior cego é o que não quer ver...mas engana-se... pior cego é o que grita a todos os outros que viu com os seus proprios olhos...
Entre a indignação e o dó percebi que inteligência e bom senso não são hereditários...Depois da primeira gargalhada, passei pela indignação de tanto disparate e no fim restou-me alguma compaixão por algo que só posso chamar um grande erro de casting.
E é com esta classe que "alguns" portugueses serão representados na Assembleia da República depois de 5 de Julho.
Entre a indignação e o dó percebi que inteligência e bom senso não são hereditários...Depois da primeira gargalhada, passei pela indignação de tanto disparate e no fim restou-me alguma compaixão por algo que só posso chamar um grande erro de casting.
E é com esta classe que "alguns" portugueses serão representados na Assembleia da República depois de 5 de Julho.
22 maio, 2011
O Efeito Borboleta do Acordo Ortográfico nas eleições legislativas de 2011.
Percebi hoje qual a razão de tantos Portugueses não saberem em quem (não) votar, porque existem tantas oscilações nas sondagens e porque razão um estudo recente indica que mais de 30% dos Portugueses tem perturbações mentais.... Por inacreditável que possa parecer têm todas uma única origem ... a Língua Portuguesa.
Fazer eleições legislativas em ano de implementação de um acordo ortográfico está a ter consequências inesperadas, apenas justificadas pelo Efeito Borboleta.
Os Portugueses não estão a conseguir compreender e interpretar corretamente as frases usadas nas campanhas, criado dúvidas na orientação de voto, originando naturais oscilações de sondagens e resultando num aumentando do numero de portugueses com perturbações mentais.
Deixo então algumas frases com necessidade urgente de análise pela Academia das Ciências de Lisboa.
Frase 1: "Não estou disponível para Governar com o FMI"
Frase 2: "Não estão previstos quaisquer outdoors"
Frase 3: "O diretor de campanha do PS recusou hoje que os socialistas tenham faltado à promessa de abdicarem de fazer uma campanha com outdoors, contrapondo que, de forma «simbólica», apenas foi colocado um em cada círculo eleitoral."
Deixo assim uma errata (provisória) que julgo poder ajudar a melhor compreender o verdadeiro significado destas frases, com exceção da Frase 3, que após horas de análise ainda não foi possível descodificar como usar pelo menos um objecto, pode ser integrado na promessa de não o fazer.
ERRATA
Frase 1- QUANDO LER: Não estou disponível para Governar com o FMI
DEVE LER: Estou disponível para ser Primeiro-Ministro com o FMI.
Frase 2- QUANDO LER: Não estão previstos quaisquer outdoors
DEVE LER.....Será colocado um outdoor por cada círculo eleitoral
Nota: Não estão previstas mais entradas nesta errada.**
** Deve ler-se: É provável que esta errada tenha muitas entradas até dia 5 de Junho
Os argumentos mais hilariantes dos fãs de Sócrates (com actualização continua)
Fontes: Redes socias, TV, Rádios, etc
O fã Sexy Platina- "Eu voto Sócrates. É o melhor político português, os bons incomodam os medíocres, por isso querem aniquilar politicamente o primeiro ministro José Sócrates, mas não conseguem. é o único que inspira confiança para o país."
O fã Gingão- "Trinta e três por cento para Eng. Sócrates é muito pouco. Sabem os Portugueses esclarecidos, que Sócrates é de confiança. Com a sua determinação e competência foi capaz de resistir a tanta rasteira desde Belém a PSD/FMI"
O fã "Alice no país das Maravilhas"- "Maluco é votar em quem não sabemos nem tem obra feita."
O fã "mais vale uma mão vazia..."- "Porque este já conheço..."
O fã deprimido- "Porque o outro também não presta"
O fã desiludido- "Porque são todos iguais"
O fã utópico- "Tem que se saber reconhecer o mérito a quem o merece e não dar ouvidos a quem só quer poleiro e tenta denegrir o grande trabalho que o Socrates tem vindo a desenvolver."
O fã birra- "Votem no Passos e depois venham cá queixar-se!!!"
O fã do tempo da outra senhora - "Não posso, sou funcionária pública!!! Os filhos da p... ainda tem hipóteses de ganhar e depois sou crucificada..."
O fã insolvente "se calhar vou votar no Socrates... privatizar a CGD, os CTT, despedir mais facilmente? Tu gostas disto?"
O fã generoso "eu gosto que o Socrates continue a vencer"
O fã arrogante- "Eu também voto Sócrates! Com muito orgulho!"
O fã pró-emigração- "Eu vou votar visto que o Sócrates não é culpado de Portugal ser pobre há vários séculos. Já cá tivemos o FMI mais duas vezes. E os portugueses para fugir da miséria têm optado pela emigração, primeiro para o Brasil, depois para a França resto da Europa, Canada, Austrália, África do Sul, só que agora já não é fácil emigrar e que culpa tem o Sócrates? Eu adoro este Homem e vou votar nele"
O fã "não se percebe bem qual é a tua meu"- "Eu vou votar nele (SOCRATES). Não queriamos um SALAZAR? Todos choram pelo SALAZAR, pelo SALAZAR, toda a gente reclama, Agora sim, ai está ele, mais novo, mais mentiroso, a zelar por ele e os seus capangas, isssssssssssooo é aquilo que todos nós choramos. EEEEEEEEEUUUUUUUUUUUUUUUU VVVOOOOOUUUUUUUUU VOTAAAARRRRRRRRR SOCRATES, pois também sou MENTIROSO, tal como ele é."
O fã interrogativo- "Ainda gostava de saber em quem vão votar..."
O fã "jogue a culpa nos outros" - "claro que vou votar no Sócrates, o PSD é o partido dos bancos, dos chulos, dos ricos que roubaram Portugal, senão digam-me onde está o dinheiro que Portugal deve ? nos bolsos de quem ? nos bolsos do gangue PSD !"
18 maio, 2011
A máquina de propaganda do Governo
Ou alguns elementos da máquina de propaganda deste Governo começam a moderar os comentários (para que são pagos) com o minimo de inteligência ou, ao abrigo do direito à honestidade intelectual, os terei que bloquear da minha rede de Facebook.
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15 maio, 2011
13 maio, 2011
Portugal Pentelho a Pentelho
Já me habituei aos “rodriguinhos” típicos de Portugal…. Principalmente daqueles que protegidos por uma máquina de propaganda, tudo dizem e acham poder calar.
Catroga utilizou a expressão “pentelhos” para explicar que se discutiam coisas mínimas ou de pouca importância (significado disponível no dicionário para pentelho). A crítica foi direccionada a jornalistas e políticos, numa altura de campanha eleitoral, igual a tantas outras, em que se discutem pormenores ridículos sem valor para a vida politica e social do país. Ainda há quem o negue????
Esta expressão, surge quando pessoas aborrecidas e irritantes (significado disponível no dicionário para pentelho) enchem os partidos políticos e promovem uma campanha baseada na simples oposição das ideias dos outros e na discussão de temas redutores e desinteressantes.
Este tipo de campanha seria típico (alguns dirão normal) em muitas fases da história da nossa jovem democracia, mas exercê-la quando todos os esforços políticos são exigidos devido a um estado de insolvência apenas possível de impedir por uma meio de “ajuda” externa, é de uma irresponsabilidade que deveria indignar qualquer português, em especial aqueles que exercem funções como jornalistas.
Discutir “pentelhos” é pois a expressão correcta para campanhas baseadas em exemplos como:
- criticar outros por baixar um imposto que nos comprometemos a baixar;
- propor uma reestruturação de dívida sem explicar do que se trata e quais as consequências diretas de o fazer;
- fazer campanha contra a ajuda externa, sem explicar que no fim do mês, aqueles que se representa não teriam ordenado
Entre muitos outros….
Tudo isto se vai passando, pentelho a pentelho, com a passividade de uma comunicação social incrivelmente incompetente para exercer as suas funções, que se deixa levar por esta estratégia politica que os parece enebriar a cada entrevista e debate politico.
Deixámos de ter Fátima, Futebol e Fado, temos agora debates políticos vazios e ocos que têm a mesma função….Entreter a massa para não pensar muito.
Faltar ao respeito à inteligência dos outros é uma habilidade que prova a inexistência desta mesma faculdade e uma desonestidade intelectual que infelizmente deveria ofender muito mais do que o faz.
11 maio, 2011
Acordo Ortográfico como se tivesse 5 anos...3/6
Uso das minúsculas
Estabelecimento de regras e simplificação
Uso obrigatório para:
- Dias da semana - sábado, domingo, segunda-feira....
- Meses do ano- janeiro, fevereiro, março...
- Estações do ano- verão, inverno, primavera...
- pontos cardeais- norte, sul, este, oeste
Estabelecimento de regras e simplificação
Uso obrigatório para:
- Dias da semana - sábado, domingo, segunda-feira....
- Meses do ano- janeiro, fevereiro, março...
- Estações do ano- verão, inverno, primavera...
- pontos cardeais- norte, sul, este, oeste
Separadores Acordo Ortográfico
5/5- Acentuação gráfica (Brevemente)
6/6- Consoantes mudas
30 abril, 2011
Aquilo de que somos feitos... R02
Ainda a propósito da carta aberta de Helder Fernandes aos Finlandeses.....
Martin Page nasceu em Londres em 1938 e faceleu em 2003. Jornalista premiado, escreveu para The Guardian, Sunday Times, entre outros. Em 1988 escolheu Portugal para Viver e onde viria a escrever o seu livro "The First Global Village- How Portugal Changed the World", com uma introdução pessoal que se inicia com o seguinte excerto:
Martin Page nasceu em Londres em 1938 e faceleu em 2003. Jornalista premiado, escreveu para The Guardian, Sunday Times, entre outros. Em 1988 escolheu Portugal para Viver e onde viria a escrever o seu livro "The First Global Village- How Portugal Changed the World", com uma introdução pessoal que se inicia com o seguinte excerto:
“It was the middle of the afternoon. The Congo was in the midst of another civil war. I was a novice foreign correspondent, newly arrived from London , and I was standing beside the road from Ndola to Elizabethvile. Four of my ribs were cracked. My left shoulder was fractured. The barrel of a sub-machine gun was being pressed gently into my back, by a Katangese militiaman, while his colleagues helped themselves to the contents of my luggage from the wreck of the hire-car.
There was a flow of traffic, of white, southern-African mercenaries in cars and other stolen vehicles, escaping the battle-zone I had been trying to reach. Several drivers slowed, and seeing the militia, accelerated again. It seemed to me that over fifty of them passed me by. Then came a new, white Peugeot estate. The driver slammed his brakes, reversed back towards me, opened the rear passenger door, and shouted: “Jump in”
“There’s a gun in my back”
“That’s why I’m telling you: jump in”
I obeyed. He sped off. With my shoulder broken, I could not close the door, but the wind shut it. We approached the border-post. The driver sounded his three-tone horn, flashed his head-lights, and accelerated. The guards, apparently fearing he would smash their new barrier, hurriedly raised it. We were out of the self-proclaimed Republic of Katanga . But why had the guards let us through, not opened fire on us?
“They’ve got no ammunition. They haven’t been paid any wages. We give them cigarettes they can trade for food.”
I looked at the reflection of his face, in the driving mirror. His grave, slightly wry expression was unmoving. Like his companion, he was in his thirties, with a southern European complexion, dark hair, a carefully trimmed moustache. They were dressed in freshly laundered white shirts. A small crucifix and a medallion of Our Lady hung from gold chains around each of their necks.
They told me they were cigarette smugglers, into the Congo , from what is now Zambia . They drove me to the clinic at the copper mine at Kitwe , where I was x-rayed, injected and bound. They look me to the mining company’s rest-house, and introduced me to the English manager.
She said: “Morning tea is at half past five”
“I won’t be wanting any. I need to rest”
“I’m sorry”, she said. “If I make an exception for you, all the other gentlemen would ask for one, wouldn’t they? Last breakfast in the dining room at 6.30.”
She put a phone call trough for me, to Terrence Lancaster, my foreign editor in London . Terry said: “I’m very sorry to hear of your mishap. But there’s a riot in Cape Town , at the cigarette factory. If you don’t get there by tomorrow, Ill break your other shoulder.”
My rescuers bought me a large South African brandy at the bar, gave me 500 Rothmans, checked my wallet to see I had enough cash, then left me, delivered back to my native culture, never to see them again. It was the first time I had met Portuguese knowingly- and my first encounter, not only with their extraordinary reaching-out to a stranger in need, but with their blend of bravado, honour, ingenuity and poise.”
Martin Page in "The First Global Village- How Portugal Changed the World"
Informações sobre o Autor- Link
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29 abril, 2011
Aquilo de que somos feitos......
Hélder Fernandes, jornalista e correspondente da TSF nos países nórdicos, escreveu uma sentida carta aberta aos Finlandeses.
Como diz o povo, quem não se sente, não é filho de boa gente....
Texto da Carta aberta - Link
22 abril, 2011
13 abril, 2011
Esperança
"A esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem;
a indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão;
a coragem, a mudá-las."
Santo Agostinho
Fonte da imagem- http://queridobotao.blogspot.com/
11 abril, 2011
Os erros da Natureza
O ser humano ainda tem para perceber o verdadeiro significado dos "erros" da natureza.
08 abril, 2011
06 abril, 2011
Acordo Ortográfico como se tivesse 5 anos...2/6
Uso do H
Dá-se privilegio à dupla grafia, isto é, algumas palavras passam a ter duas formas ortográficas corretas com variações geográficas. (Portugal e PALOP vs Brasil).
No fundo, formalizam o uso do H com base nas práticas ortográficas actuais de cada "zona geográfica".
Ex: Portugal e PALOP - húmido vs Brasil- úmido
Dá-se privilegio à dupla grafia, isto é, algumas palavras passam a ter duas formas ortográficas corretas com variações geográficas. (Portugal e PALOP vs Brasil).
No fundo, formalizam o uso do H com base nas práticas ortográficas actuais de cada "zona geográfica".
Ex: Portugal e PALOP - húmido vs Brasil- úmido
Separadores Acordo Ortográfico
5/5- Acentuação gráfica (Brevemente)
6/6- Consoantes mudas
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