Este "principio"que alguns, como eu, acreditam, nem sempre é bem aceite. Há quem acredite que pode ser bom em qualquer coisa e esta situação é facilmente detectada quando encontramos quem de forma não prudente, emite opinião sobre qualquer assunto, sem o minimo de reflexão sobre o seu papel (já não considerando a necessária reflexão sobre a própria opinião emitida).
Fiz esta reflexão quando observei um senhor, representante de uma ordem profissional, emitir uma opinião sobre o uso de taser numa prisão portuguesa. Quando questionado por um jornalista, (não sei se foi encontrado aleatoriamente num local) este senhor emitiu a SUA opinião - "exibição doentia de poder e de autoridade"... "inadmissível num Estado de Direito" .
Esta opinião não representa a classe profissional onde se inserem os especialistas em comportamento humano, que efectuam uma reflexão sobre qual o comportamento mais adequado para a resolução do um problema.
Também não representa a classe profissional de guardas prisionais, que todos os dias vivem com a realidade do comportamento de reclusos, adequando a sua resposta aos casos que enfrentam.
E obviamente não representa a sua própria classe profissional, que poderá a qualquer momento ter que defender o membro do GISP que usou o taser, ou o responsável prisional que autorizou este uso.
Parece-me de senso comum que a melhor resolução de um problema, está na resposta que o resolva com menos danos e maior sucesso. 14 minutos de conversa e uma descarga de taser, parece-me bem mais adequado, do que um motim prisional, um tiro de bala de borracha ou o espancamento, que neste contexto e face ao historial do recluso, parecia ser a conclusão mais provável.
A prova que vivemos num país que respeita os direitos humanos, é que temos prisões, onde neste caso, o recluso tem a sua propria àrea, onde se defendem os direitos dos restantes reclusos a cumprirem a sua pena com condições, e o uso de um taser é aplicado excepcionalmente, como resposta ao comportamento de um individuo já referenciado com histórico de violência.
Mais não seja, esta situação mereceu direito de antena, com abertura de noticiários nacionais e inquérito na Assembleia da Republica. Isto sim, é de um país que tem na sua base o respeito pelos direitos humanos.
Voltando ao inicio, fico tentada a identificar as 3 coisas que o senhor em cima é bom na vida.
É naturalmente bom na capacidade de emitir opiniões sobre qualquer tema.
Tem que esforçar-se por ser bom na representação da sua classe profissional
Ainda não descobriu que pode ser bom não emitir uma opinião.
Deixo-vos o link para um Blog, com diversas opiniões de guardas prisionais que conhecem ,melhor que eu esta realidade e possam assim reflectir e emitir a VOSSA propria opinião.

